No término das brutais e sangrentas aventuras de Kratos, fomos deixados a uma Grécia devastada, um panteão de Deuses mortos, e um final confuso, do qual ficaram mais perguntas do que respostas.

Apesar de, em 2011 e 2013, termos tido mais dois jogos da saga, nenhum deles nos matou a curiosidade, visto que se tratam de duas prequelas e, como tal, não nos responderam às perguntas que ficaram no fim do terceiro jogo da trilogia original.

Para quem possa não se lembrar ou não saber, em God Of War III (2010), temos o fim da história, que termina com uma tentativa de suicídio por parte de Kratos, o qual, erguendo a Blade Of Olympus (Lâmina do Olimpo), se perfura a si próprio e termina estendido no chão, envolto numa poça de sangue. Após os créditos, é-nos então mostrado um rastro feito desse mesmo sangue, que segue até um precipício, dando-nos a entender que Kratos se atirou ou que alguém o levou dali. Deixando assim, por muito tempo, a grande duvida: Teria Kratos morrido, ou não?

Os anos foram passando e não havia nenhuma novidade nem nenhuma explicação, o que fazia com que a curiosidade e confusão dos fãs aumentassem, enquanto a esperança para um novo jogo se tornava cada vez menor.


Só no fim de 2015 é que a esperança se reergueu.. Rumores de que um novo jogo estava em produção começaram a surgir na internet, para alegria de muitos. No entanto, nada era oficial e a duvida mantinha-se. Até que, para além dos rumores, surgiram também imagens e artes do que poderia ser uma nova aventura de Kratos, e o entusiasmo começou a crescer. Até porque, graças a olhos mais atentos, começou-se a reparar numa grande diferença de cenários, cores e estruturas. Tudo indicava que Kratos rumaria a uma nova mitologia. Suponha-se, então, que o espartano estaria de viagem para terras nórdicas.

Após muita espera, pesquisas e teorias constantes, na E3 de 2016 tivemos, finalmente, uma confirmação. Depois de uma brilhante atuação ao vivo, por parte de uma orquestra enorme, as cortinas começam a abrir e as luzes a apagar, lentamente, dando início ao tão esperado trailer, que ninguém sabia se ia mesmo acontecer.

Somos surpreendidos então com uma criança a brincar com dois bonecos de madeira, na neve, até que alguém o chama, com uma voz grave. É então que, vindo do interior escuro de uma casa, ele surge.. O Fantasma de Esparta, o Deus da Guerra… Kratos estava mesmo de volta! Neste momento, o delírio dos fãs era audível!

O trailer, com cerca de dez minutos, que mostrava maioritariamente gameplay, chega ao fim e, afinal, era tudo verdade. Kratos ia mesmo regressar! E deixando Zeus e Hércules para trás, preparava-se para bater de frente com os deuses nórdicos, como Thor e Odin. Ainda para mais, o trailer mostrava que ele tinha agora uma nova responsabilidade: Um filho para criar e treinar.

A espera ainda não ia ficar por aqui e só no dia 20 de Abril de 2018, finalmente, pudemos meter as mãos no mais recente trabalho da Santa Monica Studio. Podia terminar esta review agora e simplesmente dizer que, recentemente, God Of War foi dado como o exclusivo que mais vendeu, no menor espaço de tempo, na história da Playstation (Isto antes de ter sido passado pelo novo Spider Man). Ou que é o jogo com maior cotação da Playstation 4, por parte da crítica.. Mas este jogo merece mais, e merece que falemos de cada pequeno detalhe que eles nos apresenta.

Com um arrebatador número de 5 milhões de cópias vendidas na primeira semana e uma cotação acima de 9 em todos os mais famoso sites e revistas de críticas a videojogos, o sucesso é inegável. É claro que este sucesso não é de admirar, tendo em conta o impacto e boa cotação de todos os outros jogos da franquia, mas não era certo que fosse correr tão bem pois, God Of War, já não é o que era.

História

Muitos anos terão passado e é-nos apresentado um Kratos mais calmo e envelhecido, que rumou a terras distantes para tentar levar uma vida mais tranquila, enquanto tenta filtrar a sua raiva e apagar os fantasmas do passado. Como já referi, Kratos agora tem um filho, chamado Atreus, e vai ter de, ironicamente, enfrentar o seu maior desafio, até agora: Ser um pai presente e educar um filho sozinho. Enquanto tenta, também, manter o segredo das suas origens e da sua natureza.

Como é mostrado nos trailers, o objetivo deles é levar as cinzas da mãe de Atreus ao pico mais altos de todos os reinos, o que torna estranho pensar que todos os estragos que eles possam provocar, são devidos a uma coisa, aparentemente, tão simples.

Ao longo da sua jornada, eles vão-se cruzando com vários personagens e fazendo, não só inimigos, como também amigos (mais uma prova de que Kratos não é mais o mesmo assassino sanguinário que mata sem razão aparente).

Vale chamar a atenção, para quem não souber ou possa não ter reparado, que todas as informações, histórias e conhecimentos que vamos ter sobre as várias personagens, vão sendo escritas e desenhadas por Atreus, numa espécie de diário que ele vai fazendo e completando. Desta forma, podemos ver e ler as coisas da perspectiva dele e com frases dele, tornando tudo mais engraçado e imersivo.
Isto porque, ao contrário de Kratos, ele é um prodígio com as línguas e tem bastante conhecimento sobre aquele mundo.

A relação dos dois não começa da melhor forma, pois temos um Atreus indisciplinado e inexperiente, que desconhece o potencial que tem, e um Kratos que nem sempre sabe como reagir ou o que dizer em relação a certas atitudes do rapaz. Revendo-se em muitas delas.

Assim como aconteceu com Joel e Ellie, em the Last Of Us, o crescimento e reforço dos laços entre os dois são notórios, ao longo do jogo.  Mesmo sendo possível aprimorar algumas habilidades de Atreus, com upgrades e compras de skills, ele próprio evolui e ganha confiança, ao longo da história. É muito interessante reparar nisso e comparar as atitudes e reações de ambas as personagens, do início para o fim.

Como já acontecia nos títulos anteriores, muitas criaturas e artefactos da mitologia original vão dar as caras e muitas das histórias se vão manter bastante fieis ao que já se conhece das mesmas. Sempre com a diferença de que pode ser Kratos a provocar certos acontecimentos, como aconteceu, por exemplo, em God Of War: Chains Of Olympus (PSP), quando Kratos acorrentou Atlas à Terra, obrigando-o assim a segurar o mundo para a eternidade.

Na mitologia grega original, de facto, Atlas foi castigado e obrigado a segurar o mundo mas, como é óbvio, não foi Kratos que provocou tudo isso. Este é um fator bastante criativo que sempre ajuda a dar algo mais à saga.

Um pouco como acontece com o famoso esquilo dos filmes A Idade do Gelo. Ele é que provoca sempre tudo, inclusive, acontecimentos que sabemos que foram reais, como a separação dos Continentes.

O plot não é complexo, à primeira vista, nem 100% ligado à história anterior. Mas está recheado de mistérios e também nos vai fazer questionar muitas coisas e proporcionar várias emoções, ao longo da aventura.

Não vou falar muito mais da história. Quem jogou, sabe do que se trata. Quem não jogou, devia experimentar, porque é uma experiência única.
Vou só finalizar e dizer que, quando terminarem a história, caso ainda não o tenham feito, talvez queiram regressar à casa de Kratos. Afinal, foi uma longa jornada e eles precisam de descansar… 😉

 

Jogabilidade

O jogo foi completamente reinventado e abandona o tão conhecido e frenético estilo clássico de Hack and Slash, emergindo mais profundamente no RPG, com elementos clássicos, como a exploração e evolução da personagem com base em níveis e objetos que se apanham e compram. Como tal, é-nos dado a conhecer e explorar um mapa consideravelmente grande, num mundo semi aberto, com possibilidade de fazer upgrades a armas e diversas armaduras. Inspirando-se em franquias famosas do mesmo género, como Dark Souls e The Witcher. Na minha opinião, este novo estilo encaixou que nem uma luva.

O ângulo de visão da gameplay também mudou. Deixando de ter a clássica visão isométrica e tendo agora uma câmara por cima do ombro do personagem, o que proporciona um ambiente mais intimista e mais próximo da ação, dando-nos uma perspectiva que nos faz sentir um pouco mais na sua pele do que nos anteriores (idêntico ao que temos em The Last Of Us). Isto permite-nos, também, viver as lutas mais intensamente e sentir cada machadada ou golpe dado por Kratos.

Falando em machadada, como todos já devem saber, as Blade Of Caos (Lâminas do Caos) também ficaram na gaveta e Kratos, agora, abre caminho com o seu novo Leviathan Axe (Machado Leviatã). Um machado poderoso, com propriedades de gelo que, independentemente da distância a que seja atirado, regressa sempre ao seu utilizador. Ao estilo de Mjölnir, o lendário martelo de Thor.

Posto tudo isto, é óbvio que a jogabilidade já não é nada do que era, e já não devastamos campos de batalha unicamente pressionando o quadrado ou triângulo. Temos agora o R1 e R2 como principais meios de ataque, proporcionando ataques leves e ataques pesados, respectivamente. É-nos também dada uma vasta árvore de habilidades, que vamos desbloqueando ao longo do jogo e que nos vai permitindo obter uma enorme gama de combos brutais, quer seja por ataques com o machado, ou com os punhos e escudo. Esta vertente de luta desarmada é algo que não existia nos jogos anteriores e foi uma novidade muito bem vinda.

 

Para além de todos os combos e movimentos que podemos desbloquear, temos ainda ataques especiais, chamados de ataques rúnicos, leves e pesados. Estes são ataques mágicos, provenientes do machado, que nos permitem aniquilar e atingir um maior número de inimigos, causando maior dano ou atordoamento, dependendo das características do ataque.


Temos ainda uma árvore de movimentos desbloqueáveis para a Spartan Rage. Uma espécie de transformação que confere uma invulnerabilidade temporária a Kratos, e que nos faz sentir um verdadeiro Deus invencível, sendo que os golpes ficam mais fortes e é impossível sofrer qualquer tipo de dano, quando ele está neste estado. Para além disso, cada golpe acertado com sucesso, faz regenerar um pouco de vida. Um componente muito útil e interessante, que nos ajuda a relembrar um pouco o velho Kratos e de onde ele veio.

Todos este movimentos e aprimoramentos são essenciais para tornar a batalha mais rica porque, como referi, já não se resume a pressionar dois botões e conseguir aniquilar quem nos aparecer à frente. Os adversários são diversos e todos diferentes uns dos outros. Com maneiras de atacar e defender variadas e tendo também, eles próprios, níveis de força que, muitas vezes, ainda estão a cima do nosso. Isto obriga-nos a procurar armaduras com características melhores, que nos permitam derrotá-los.

Cada um deles pertence a um elemento diferente (como fogo, ou gelo) e têm formas diferentes de serem derrotados. Isto faz com tenhamos de perceber a melhor maneira de lidar com cada estilo de inimigo e montar pequenas estratégias, com base no que aprendemos sobre cada um. Por exemplo, podemos preferir atirá-los para fora da zona de combate, ou congelá-los e atirá-los uns contra os outros. Podemos também esperar que eles ataquem e desviarmos-nos no momento certo para eles acertarem uns nos outros, em vez de acertarem em nós. Alguns só sofrem dano se os atacarmos com os punhos, por exemplo, entre outras variáveis.

Apesar do combate parecer mais lento e menos frenético (o que assustou muita gente, nos trailers), essa sensação desaparece assim que se arremessa, pela primeira vez, o machado. É verdade que os movimentos não são tão rápidos como nos jogos anteriores mas, na minha opinião, o combate continua brutal, agressivo, e ainda mais intenso e sentido. As formas de executar os inimigos são mais numerosas do que nos títulos anteriores e as finalizações cinematográficas, que podemos fazer, continuam super violentas. Apesar de acabarem por se tornar repetitivas, nunca chegam a ser cansativas, pois são sempre impressionantes de ver.

E já que falamos em combate, não podemos esquecer, claro, o combate com bosses, uma das grandes imagens de marca da série. Estes continuam estonteantes e repletos de ação e violência. Tanto que temos de parar um pouco para respirar, no fim de cada segmento destes, tal é a grandiosidade em que tudo acontece.

Outra das imagens de marca da série, sempre foram os puzzles, que continuam presentes. Como de costume, uns são mais simples que outros, sendo que nenhum tem um grau de dificuldade muito elevado. Mas alguns ainda obrigam a pensar e procurar um pouco.
É bom ver que, apesar de tanta mudança, muitas coisas se conseguiram manter fiéis ao que estávamos habituados.

Falando agora do que muitos temiam: Atreus e a ausência do salto, por parte de Kratos. O medo, em relação a Atreus, era que ele se pudesse tornar irritante, ou até chegar a atrapalhar a gameplay, como acontece noutros jogos em que temos personagens a ajudar. Coisa que não acontece, até porque é Atreus que ajuda a atordoar e distrair muitos inimigos.

Quanto ao salto… Confesso que, inicialmente, também fui um dos que ficou apreensivo. No entanto, depois de jogar, posso dizer que não senti a falta disso em nenhum momento. O botão X agora serve para rebolar e desviar de golpes, coisa que acaba por ser tão útil, neste jogo, como o salto era no outro. 

Vale também relembrar, que uma das promessas feitas pela equipa de produção era que o jogo ia ser todo corrido, sem telas de loading, nem paragem de imagens ou transições. Coisa que, fora uma única vez em que o jogo me parou e apareceu o sinal de loading, no canto inferior direito, foi muito bem conseguida e pensada.

O loading acontece durante as viagens rápidas (e provavelmente durante as cutscenes), em que entramos numa porta que nos leva para outra dimensão, e andamos por lá, até aparecer outra porta. Claro que mesmo que fiquemos parados, a segunda porta vai aparecer na mesma. Mas a ilusão está aí. O facto de haver gameplay dentro dessa dimensão e de parecer que a porta só aparece quando andamos um certo tempo ou distância, faz parecer com que o jogo nunca faça loading em nenhum momento. Ou seja, o jogo nunca pára. Sendo um dos únicos, ou o único jogo, a conseguir fazer isso, até agora.

Grafismo, Banda Sonora e Efeitos Sonoros

Os gráficos são, indiscutivelmente, uns dos mais belos e detalhados desta geração, até agora. Dando especial destaque para texturas, como os pêlos na barba e roupa de Kratos ou Atreus, que se mexem com o vento, acumulam gelo, e é quase possível contar um por um, tal é o detalhe.
Pequenos pormenores como pegadas; marcas do machado no chão, pedras ou árvores; o reflexo da água; cenário destrutível; ações involuntárias das personagens, como  respiração visível e ofegante, que varia em relação ao ambiente em que estão, são alguns dos que devem ser salientados, entre muitos outros (aconselho a ver este vídeo que mostra bem alguns dos detalhes mais impressionantes: https://youtu.be/MAkejKd3ovQ).

A banda sonora, ainda que não seja constante nem abundante, continua épica, como já estávamos habituados, e complementa bastante bem certos momentos da história.

Os efeitos sonoros estão estrondosos e bem trabalhados, como também era de esperar. Por exemplo, é notória a diferença das vozes dos personagens em relação ao espaço e ambiente em que estão. Sempre que entram numa caverna, a voz é projetada com muito mais eco e reflexões do que quando estão fora dela

Há que dar destaque também para os diálogos entre as personagens, que raramente se repetem e são imensos. Principalmente no barco. Muitos dos diálogos que começam no barco, são pausados quando se chega a terra, mas assim que voltamos a entrar nele, alguma das personagens vai fazer referência à conversa que estavam a ter, antes de saírem, e esta vai continuar onde parou. Tal como aconteceria em qualquer altura, na vida real.

Para além disso, dados oficiais da Sony e da Santa Monica revelaram que as cenas no barco têm mais de 600 animações. Faz sentido, visto que o barco é um dos fatores mais importantes do jogo e, segundo os produtores, foi das coisas mais desafiantes de desenvolver. Não sendo sempre notórios à primeira vista, são este tipo de pormenores que ajudam a marcar a diferença.

Curiosidades e Informações Adicionais

Como é normal, hoje em dia, o jogo está também cheio de easter eggs e referências, que só os fãs mais antigos e fieis à saga vão perceber. Como por exemplo, um mapa do tesouro deixado por aquele mesmo capitão que Kratos deixa morrer no primeiro jogo, na boca da Hydra. Personagem esse que retorna, mais que uma vez, como uma piada, nos jogos seguintes. Pois bem, os produtores realmente acharam graça em fazê-lo sofrer,  e cá está uma referência ao capitão, mais uma vez.

Para além de easter eggs, e como estamos numa época em que os consagrados memes reinam, os jogadores de todo o mundo não ficaram indiferentes à quantidade de vezes a que Kratos se dirige a Atreus como “Boy”, em vez de o chamar pelo próprio nome, ou até filho. Esta foi uma das maneiras que usaram para salientar a distância e falta de intimidade entre os dois, mas que acabou por ficar um pouco exagerada, tornando-se, assim, numa piada enorme, na internet, dando origem a montes de memes e vídeos de sátira. Entre eles, músicas e vídeos de contagem, que tentam mostrar todas as vezes que Kratos grita “BOY!”.

A última curiosidade que vou referir, talvez já todos se tenham perguntado. Porquê a Mitologia nórdica e não outra? Bem, segundo uma entrevista recente do produtor, várias mitologias foram pensadas. De entre elas: a nórdica, a egípcia, a hindu e a maia. As três primeiras eram as principais hipóteses, e a ideia inicial era até que Kratos rumasse para o Egito. No entanto, depois de algumas artes feitas e, provavelmente, algumas histórias pensadas, chegaram à conclusão que a mitologia nórdica era a mais adequada, para já. Até porque, entretanto, saiu o Assassins Creed Origins, que se passa, precisamente, no Egito, e de forma a evitar conflitos e acusações de cópias, e.t.c, foi a melhor opção.

Pontos Negativos

Por fim, e como nem tudo são rosas, o jogo não é perfeito e apresenta alguns elementos que podiam ser diferentes.
Como principais pontos negativos, temos então:

  • Uma escassa quantidade de bosses, principalmente em relação aos jogos antigos da saga. O que nos leva ao segundo ponto;
  • Uma aparição constante de Trolls (como aquele que vimos no trailer da E3) que acabam por fazer papel de “sub-bosses” e que, apesar de terem ataques diferentes, serem de elementos diferentes (terra, água, fogo, e.t.c.) e terem uma aparência minimamente diferente, de cada vez que aparecem, tornam-se repetitivos.
  • Pequenos bugs que têm acontecido devido a atualizações (nada que não aconteça em qualquer jogo).
  • Mapa pouco claro, quanto aos caminhos que se podem tomar a pé. Esta é uma opinião minha, que não ouvi mais ninguém mencionar, mas que me incomodou algumas vezes. Com isto não quero dizer que o mapa está mal feito, até pelo contrário. O mapa é super original e bem trabalhado, pois é 3D e tem animações, como o movimento da água, neve e nuvens, o que é fantástico. Para além disso, através das viagens rápidas, é fácil chegar onde se quer e, nesse aspecto, o mapa é bem claro e simples. O que quero dizer é que, quando queria voltar a algum sítio a pé, para explorar, nem sempre percebia por onde podia ir ou passar. Talvez isso seja propositado, para nos obrigar a explorar tudo e andar às voltas, mas acho que podia ser um pouco mais claro, quanto aos caminhos por terra.

Considerações Finais

Visto que estes não são pontos cruciais para ofuscar a beleza e genialidade do jogo, God Of War é então uma obra prima, que toda a gente deveria experimentar (pelo menos quem gosta de jogos de história), e que recomendo a 100%. Tendo passado até para o topo da minha lista e tornando-se no meu jogo favorito de sempre.

Com isto tudo, Kratos está apto para receber o prémio de melhor pai do ano e juntá-lo aos prémio de melhor jogo do ano, que recebeu por várias revistas, site e eventos.
Agora, é aguardar pela próxima sequela, que já está em produção, rezar para que ela não demore mais 5 anos para ser lançada, e esperar que nos dêem, finalmente, as respostas às questões que temos, há tanto tempo.
Até lá, que continuemos a ter jogos desta qualidade e que a Santa Monica, a Sony e outras empresas, continuem a mostrar que os jogos single player de história não morreram e não vão embora tão cedo.

Obrigado e parabéns, Santa Monica Studio!

Fontes utilizadas no desenvolvimento deste artigo:
https://en.wikipedia.org/wiki/God_of_War_(franchise)
https://youtu.be/TkWsRQXMgII
https://youtu.be/MAkejKd3ovQ
https://youtu.be/pdNOxXsXVDQ
https://youtu.be/BcANEqQ7Nfc
https://youtu.be/bJlxe5zugh4
https://youtu.be/H52ufzz_XIo
https://youtu.be/ND1TuuOtm1
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Criador de conteúdo apaixonado por tudo o que é audio-visual e tudo o que envolva criatividade, como jogos, filmes, séries, edição de imagem/vídeo/audio. Dono de um canal no Youtube de mesmo nome (Miros), onde podem encontrar vídeos sobre todos os temas mencionados, de formas variadas, sempre criativas e, talvez, inovadoras.

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